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Marcos Marinato
Não tenho nada contra a pessoa de Rosa Maria Montes Resende, que ocupa atualmente a cadeira principal da Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina. Mas confesso que não deu para entender, por qual motivo, a mesma afirmou no MGTV 2ª edição, do dia 08 de novembro de 2011, terça-feira, “de que o centro Viva Vida de Leopoldina está funcionando”. A reportagem teve início, com a demonstração de modernos equipamentos, a maioria novos, que estão parados no Centro Viva Vida de Leopoldina, devido à falta de profissionais capacitados para operá-los, sendo que muitos leopoldinenses estão necessitando de exames que poderiam ali serem realizados pelo SUS – Sistema Único de Saúde. A reportagem mostrou ainda, a funcionária do local, Lúcia Gama, dando as explicações sobre os aparelhos que estão parados e alguns moradores reclamando que estão na fila de espera há meses, sendo que os atendimentos que deveriam estarem sendo realizados no centro Viva Vida, não estão, devido a falta de profissionais. O SUS é da população, que paga os suados impostos, trata-se de dinheiro público.
A própria ONG SEPROMIRACIAL, enviou um abaixo-assinado para diversas autoridades municipais, solicitando que fossem tomadas as providências possíveis e cabíveis para permitir de forma digna e permanente o acesso das mulheres do município de Leopoldina, a todo tipo de exame e tratamento preventivo contra o CÂNCER DE MAMA e o do COLO DO ÚTERO. Em sua justificativa, o Presidente da Sepromiracial, afirma que “durante o evento, nos intervalos das falas dos palestrantes, mulheres presentes apresentavam questionamentos e preocupações quanto à péssima qualidade de atendimento a saúde da mulher no município de Leopoldina, tendo em vista a ausência de profissionais que possam operar os mamógrafos existentes na rede pública. Foram várias denúncias de mulheres informando a situação de aparelhos quebrados ou paralisados no hospital, no Centro Viva Vida, no Núcleo da Mulher, etc. Outros depoimentos ouvidos no evento, foram de mulheres que estão na lista de espera da Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina, há meses aguardando encaminhamento para fora do domicílio, com o objetivo de realizarem este exame, que é tão importante no combate a esse tipo de câncer. Sendo assim, as pessoas abaixo-assinadas esperam e aguardam providências dos órgãos referidos acima no sentido de encontrarem uma solução imediata para o grave problema detectado ao término do evento realizado pela Sepromiracial, pois entendem que caso isso não aconteça, os casos de mortandade em Leopoldina devido a estas enfermidades, serão cada vez , maiores.,” Na justificativa ao Projeto de Lei nº 46/2011, de autoria do Poder Executivo, que tramita na Câmara Municipal, que “Autoriza o Poder Executivo a instituir gratificação pelo exercício da função que menciona, realizar contratação temporária para atendimento ao Programa Viva Vida e dá outras providências” que foi assinado pelo Prefeito Bené Guedes, pela Secretária Municipal de Saúde em exercício, Ana Lúcia Moraes Toledo Salgado ( que está substituindo a secretária devido a férias) e pelo Secretário Municipal de Administração, Ricardo Ávila de Almeida, datado de 21 de outubro de 2011, o Executivo afirma “Como é de conhecimento dos nobres edis, a administração municipal encontrou – e vem encontrando – enormes dificuldades para colocar adequadamente em funcionamento o Centro Viva Vida, quer pelo limite prudencial de gastos de pessoal que outrora foi atingido pelo Município, o que inclusive ensejou a exoneração de vários servidores de livre nomeação e exoneração, depois, pela ausência de interessados em participar do concurso público, realizado com sucesso absoluto pelo IBAM e nos processos seletivos deflagrados.” Diz ainda a justificativa: “O projeto de lei em epígrafe, tem a pretensão de proporcionar o pleno e adequado funcionamento do Centro Viva Vida”. Até tentei, mas não deu para entender as declarações da Secretária de Saúde, Rosa Maria Montes Resende, de que “ o centro Viva Vida de Leopoldina está funcionando”. |